terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A nossa localidade


Quinta do Brigadeiro Capela de Nosso Senhor dos Aflitos


A nossa localidade

A nossa localidade chama-se Murteira porque antigamente neste local existiam muitas murtas e uma eira e assim deu origem ao nome “Murteira “.
Por cá passou uma personalidade importante (no séc.XVIII), que foi o Padre José Inácio Pereira.
Reza a história que este Padre fez uma viagem à Índia e ia morrendo numa tempestade.
Então prometeu que se salvasse mandava construir uma capela em honra de Nosso Senhor dos Aflitos.
E assim aconteceu, salvou-se e em 1797 mandou construir a capela no local onde existiu uma quinta, a Quinta da Caridade, da qual foi o fundador.
Nesta quinta existia uma capela que tinha uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. A quinta foi destruída na altura da revolução francesa e a imagem desapareceu.
Na altura em que estavam a construir a capela encontraram a imagem da Nossa Senhora da Conceição enterrada. Essa imagem tinha dois dedos da mão partidos. Consta que foi um cavalo que a pisou. Por esta razão a nossa capela tem dois padroeiros: a Nossa Senhora da Conceição e o Nosso Senhor dos Aflitos.
A Murteira tem dois monumentos a fonte dos Mouros (séc XVI) e a Capela do Nosso Senhor dos Aflitos (séc. XVIII).
Existe também a quinta do Brigadeiro É uma quinta antiga que tem cerca de 415 anos
Era lá que a maioria do nosso povo trabalhava nas lides rurais.
Fazia-se todo o tipo de trabalho como as ceifas, a vindima, apanha da azeitona …
Na própria quinta existiam lagares para a transformação destes produtos.
Faziam-se também adobes que eram uma espécie de tijolos em barro, mas que não eram cozidos como os de hoje. Eram secos ao sol em eiras que também serviam para secar os cereais como o trigo e o milho.
Os cereais eram debulhados com a ajuda de juntas de bois ou parelhas de mulas e cavalos.



A nossa escola


Somos 41 alunos de duas turmas. Uma turma é constituída por alunos dos 1º e 4º anos e a outra por alunos dos 2º e 3º anos de escolaridade.

As nossas instalações são razoáveis. Temos duas salas de aula e várias casas de banho. Também temos dois alpendres e um campo de futebol.

Gostamos da nossa escola e de nela aprender.

Um dia, lemos um poema sobre a escola que gostámos muito e por essa razão vamos aqui publicá-lo para que possa ser lido e apreciado por mais pessoas.


A Sabedoria

“A sabedoria, afinal, não estava no topo de uma montanha chamada Universidade mas sim na caixa de areia da minha escola.
Eis as coisas que aprendi; a compartilhar… a não fazer batota … a não magoar os outros… a arrumar o que desarrumei …e limpar o que sujei.
A não tirar o que não me pertence, a pedir desculpa quando magoo-o alguém. A lavar as mãos antes de comer. A puxar o autoclismo.
Aprendi que o leite faz bem à saúde. Aprendi a aprender, a pensar e também aprendi que desenhar, pintar, contar e dançar era bom… a dormir a sesta… a ter cuidado com o trânsito… a dar a mão, a ser solidário.
Vi a semente crescer no copo de plástico; as raízes descem, a planta sobe e embora não se saiba porquê, gosta-se.
Os peixes dourados, os hamsters e os ratinhos brancos… (e mesmo a planta no copo de plástico) morrem.
Nós também.
E lembro-me dos primeiros livros, da primeira palavra que aprendi: Vê! É isso que tenho feito sempre.
E também sei que é verdade que ainda é verdade, que no mundo o melhor é dar as mãos e ficarmos juntos!”

Robert Fulghum